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Um debate internacional em Lisboa

No dia do referendo sobre a constituição iraquiana, a
15 de Outubro, irá ocorrer um debate internacional em
Lisboa.

A oradora é Houzan Mahmoud, Representante da
Organização da Liberdade das Mulheres do Iraque e da
Federação de Sindicatos e de Comissões de
Trabalhadores do Iraque, Co-fundadora do Congresso
Iraquiano pela Liberdade e membro do Bureau Político
do Partido Comunista Operário do Iraque.
O acontecimento terá lugar na Biblioteca-Museu
Republica e Resistencia, Lisboa Rua Alberto de Souza,
Nr. 10 Zona B, ao Rego Sábado 15 de Outubro, às 16.00

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por "Luta Social"

Houzan fez uma extensa e detalhada exposição da
realidade no terreno no Iraque.
Começou por referir que dois anos e meio após a
invasão, a população continua sem água canalizada e
sem electricidade. Porém, os americanos construíram 40
novas prisões.
Explicou que o governo fantoche não tem realmente
nenhum poder, nenhuma capacidade administrativa,
apenas está a depredar biliões de dólares que são
desviados por ministros, deputados e toda a sua
clientela política.
OS EUA tudo têm feito para dividirem e reforçarem a
divisão dos iraquianos segundo linhas étnicas e
confessionais.
Porém, no Iraque, havia uma grande interpenetração
entre estas comunidades, sendo frequentes casamentos
mistos, amizades para além de barreiras étnicas e
religiosas, etc.
A invasão -supostamente para combater o terrorismo de
Saddam e dos fundamentalistas islâmicos- veio
proporcionar, pelo contrário, um terreno para que
estes exercessem suas actividades criminosas com o
pretexto da "resistência".
O que é vulgarmente designado como "resistência" pela
média corporativa, são gangsters, utilizando o
pretexto da invasão para aterrorizarem a população
civil. Em particular, as mulheres, quando elas não se
querem submeter à "Charia" (ou lei religiosa islâmica,
interpretada pelos fundamentalistas). Estas são
decapitadas por não usarem o véu. São raptadas e
violadas.
Todos os dias, as actividades criminosas dos bandos do
islão político são responsáveis por cerca de meia a
uma centena de mortes de civis, trabalhadores,
mulheres e crianças.
O povo iraquiano está portanto confrontado com um caos
quotidiano, mantido, por um lado, pelas forças
invasoras e o seu governo fantoche; por outro, pelas
forças do islão político, que esperam conseguir tomar
o poder e transformar o Iraque numa república islâmica
à semelhança dos taliban no Afeganistão ou do Irão ou
da Arábia Saúdita.
As forças progressistas mundiais não devem portanto
confundir os actores em presença no Iraque, pois
existe uma outra componente, a resistência popular e
operária.
Esta tem organizado as mulheres para se
auto-defenderem e reclamarem um estatuto de igualdade,
os trabalhadores em sindicatos e comissões de
trabalhadores independentes do governo, que se têm
auto-organizado e fortalecido, apesar de ter sido
criado um sindicato "oficioso", reconhecido pelo
governo e financiado pela coligação anglo-americana,
organizações de jovens e de estudantes, forças
políticas progressistas, laicas e socialistas (no
sentido amplo do termo).
Por iniciativa de todas estas componentes da
resistência popular e operária, decidiu-se criar
recentemente o Congresso pela Liberdade do Iraque,
organização aberta a todas as pessoas, movimentos,
correntes, que queiram contribuir para que o Iraque de
amanhã seja verdadeiramente independente, com
liberdade, igualdade e justiça secular, onde todas e
todos sejam iguais perante a lei.
Houzan, no período de perguntas e respostas esclareceu
várias perguntas vindas de elementos da assistência,
nomeadamente no que toca à natureza da Al Quaida no
Iraque, do papel da luta armada, de considerações
sobre as motivações geo-políticas do imperialismo e
sobre o movimento para a paz.
Deixou a mensagem de que o povo iraquiano precisava de
redes de solidariedade em vários países, entre os
quais Portugal e que seria fácil construir tal rede
aqui, quer como estrutura de coordenação entre
militantes e grupos, quer como "antena" local do
Congresso pela Liberdade do Iraque, visto que a
situação iraquiana, na sua complexidade, exigia que as
forças progressistas mundiais se envolvessem. Como é
fácil de imaginar, será quase impossível um
desenvolvimento favorável se os reaccionários de todas
as tendências continuarem a ter apoios poderos do
estrangeiro (nomeadamente, de regimes que os
financiam) deixando a população e os militantes
operários e socialistas do Iraque entregues a suas
próprias forças.
Será necessária uma solidariedade internacional activa
ao nível de todas as instâncias do movimento social,
para uma resolução justa do problema iraquiano, para
pressionar os poderes, os governos e as instâncias
supra-nacionais.
Estas campanhas internacionais, conjugadas com uma
consequente e persistente resistência no terreno,
poderão desencadear uma modificação na correlação de
forças,interna e internacional, que seja mais
favorável à resistência secular, não-nacionalista,
operária e socialista.

e-mail: luta_social@sapo.pt

http://luta-social.blogspot.com/

Federação Europeia de Sindicalismo Alternativo
- Educação (FESAL-E)
http://www.fesal.it/
http://groups.yahoo.com/group/fesale_portugal/
e-mails: fesale_portugal@yahoogroups.com
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Auteurs
Fédération des conseils ouvriers et syndicats en Irak
Congrès des libertés en Irak
Solidarité internationale
Parti communiste-ouvrier d’Irak
Fédération internationale des réfugiés irakiens
Yanar Mohammed
Solidarité Irak
Nicolas Dessaux
Houzan Mahmoud
Stéphane Julien
Olivier Théo
Falah Alwan
Bill Weinberg
Organisation pour la liberté des femmes en Irak
Mansoor Hekmat
Azar Majedi
SUD Education
Camille Boudjak
Parti communiste-ouvrier du Kurdistan
Karim Landais
Muayad Ahmed
Richard Greeman
Tewfik Allal
Alexandre de Lyon
Fédération irakienne des syndicats du pétrole
Yves Coleman
Olivier Delbeke
Regroupement révolutionnaire caennais
Vincent Présumey

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